Bem-Vindos ao Sobre Geologia!

Este blog foi criado em 14 de agosto de 2015, com o intuito de ajudar e compartilhar assuntos e temas ligados à Geologia com alunos, professores e entusiastas desta ciência, de forma gratuita e acessível.

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Terremotos: é possível prevê-los?

No artigo Terremotos - O que são abalos sísmicos?, foram apresentados os principais e mais abrangentes tópicos acerca do estudo de terremotos, a sismologia. Termos como Escala de Richter e Mercalli, Sismos, Epicentro, Hipocentro etc, foram brevemente apresentados ao leitor leigo que ainda não possuía maiores conhecimentos acerca do estudo dos sismos. Além disso foram descritos os principais e mais avassaladores terremotos da história e os impactos sociais oriundos desse fenômeno. 

A primeira reação de qualquer leitor ao iniciar os estudos sismológicos e visualizar os tremendos impactos que um terremoto pode causar em uma cidade, ou até mesmo em um país, é mais que cabível a preocupação em relação a quantidade de vidas e bens que são perdidos por causa desses fenômenos. A partir dessa inquietação surge o seguinte questionamento: é possível prever um terremoto? Afinal, o "sim" para essa resposta ajudaria significativamente os governos de todo o mundo para criarem protocolos e sistemas tecnológicos capazes de acelerar o processo de percepção de terremotos, contribuindo, assim, na diminuição dos impactos causados por esse evento tão catastrófico.

Monitoramento Sísmico Global: ferramenta de monitoramento
online e gratuita.

Petrologia Sedimentar III - Classificações e tipos de rochas sedimentares

No artigo desta semana daremos seguimento à série petrologia sedimentar e iremos abordar os tipos de rochas sedimentares.


É importante ressaltar que para uma melhor compreensão deste artigo é interessante conferir os dois outros artigos precedentes: o primeiro sobre tipos de sedimentos e suas classificações e o segundo a respeito da litificação e dos processos diagenéticos.


Pacotes sedimentares erodidos
Retirado de: https://www.infoescola.com/geologia/rochas-sedimentares/


Em uma análise mais ampla as rochas sedimentares se dividem em três tipos: rochas clásticas (ou detríticas, terrígenas ou ainda siliciclásticas), químicas e biogênicas. Essa classificação das rochas sedimentares se baseia na gênese dos sedimentos que as compõem - como foi aprofundado na primeira parte dessa série. (clique aqui para acessar o artigo)


As rochas clásticas são aquelas compostas por clastos, ou seja, partículas desagregadas de outras rochas após uma série de processos intempéricos e que se depositam e passam por processos de litificação se transformando em material rochoso.
Processo de erosão, transporte e deposição de sedimentos clásticos.
Retirado de: http://professormarciosantos5.blogspot.com.br/2016/02/intemperismo-e-ciclo-sedimentar.html

Um dos parâmetros utilizados para classificar as rochas sedimentares clásticas é a granulometria dos sedimentos. Com base nesse parâmetro as rochas sedimentares clásticas podem ser divididas em lutitos, arenitos e ruditos, que são termos de origem latinas, ou em seus equivalentes com termos de origem grega: pelitos, psamitos e psefitos.


O nome lutito/pelito diz respeito à rochas de granulometria predominantemente bastante fina com tamanhos silte grosseiro a argila, segundo a escala de wentworth. Já as rochas que apresentam uma granulometria mais grosseira com o tamanho dos clastos variando de areia fina a grossa são chamadas de arenito/psamito. Por fim as rochas que apresentam uma granulometria ainda mais grosseira, variando de grânulo a matacão segundo a escala de wentworth são chamadas de ruditos/psefitos.

Lutito/Pelito
https://en.wikipedia.org/wiki/Sediment
Arenito/Psamito
Retirado de: http://carlosrabello.org/geografia/geologia/rochas-e-minerais/arenito/

Rudito/Psefito com presença de matriz
Retirado de: http://gracieteoliveira.pbworks.com/w/page/45995194/Tipos%20de%20Rochas


Todavia, nem sempre uma rocha apresenta apenas uma classe granulométrica de maneira homogênea. Para esses casos se utiliza uma nomenclatura composta. Por exemplo: uma rocha com 70% de areia e 30% de silte ou argila é um arenito lutáceo. Se as proporções forem inversas a rocha é um pelito arenáceo. Sendo assim, é convencionado uma proporção limítrofe entre um arenito e um arenito lutáceo na casa de 75% de areia.


Outro parâmetro utilizado para dar nome às rochas é a mineralogia.


As rochas arenáceas tendem a ser constituídas majoritariamente  por sedimentos quartzosos e, em menor escala, sedimentos feldspáticos e fragmentos de rocha.  A partir disso, é possível classificar os arenitos em três tipo quanto à sua composição: quartzo arenitos, quando há cerca de 90 - 95% de quartzo, chert ou fragmento de rocha quartzosa; arenitos feldspáticos, quando há menos de 90% de sedimentos quartzosos e de 10 - 80% de feldspato e necessariamente contém mais feldspato do que fragmentos de rocha; e arenitos líticos quando há menos de 90% de sedimentos quartzosos e há mais fragmentos de rochas do que feldspatos na composição.


Quartzo Arenito
Retirado de: http://www.rc.unesp.br/museudpm/rochas/sedimentares/arenitos.html

Arenito Lítico
Retirado de: http://www.rc.unesp.br/museudpm/rochas/sedimentares/arenitos.html

Arenito Feldspático
Retirado de: http://w3.ufsm.br/msrs/index.php/explore/rochas
Já no caso das rochas rudáceas a classificação mineralógica se dá em duas etapas. Na primeira etapa, a rocha é classificada quanto à diversidade na composição dos clastos que a compõem em dois tipos: polimítica, ou seja muita diversidade e oligomítica, pouca diversidade. Um rudito polimítico é aquele em que mais de duas litologias são necessárias para constituir 90% da composição da rocha, ao passo que o rudito oligomítico é aquele em que apenas duas litologias constituem mais de 90% dos sedimentos.


Na segunda etapa, a rocha é classificada de maneira semelhante à classificação mineralógica das rochas arenáceas, lançando mão, inclusive, das mesmas proporções de quartzo, feldspato e fragmentos de rocha. Dessa maneira, tem-se quartzo ruditos, ruditos feldspáticos e ruditos líticos.
Quartzo Rudito
Retirado de: http://www.rc.unesp.br/museudpm/rochas/sedimentares/conglomerado.html
Para as rochas lutáceas é muito comum a utilização do diagrama Alling, proposto em 1945, o qual leva em consideração a proporção de três componentes (cada um em um vértice do triângulo): argilominerais (filossilicatos hidratados), sílica e carbonatos. A aplicação desse diagrama não se limita às rochas clásticas mas pode ser utilizado para rochas químicas e biogênicas, inclusive devido ao fato de que a maioria das rochas lutáceas silicosas ou carbonáticas têm origem química ou biológica.
Diagrama de Alling que leva em consideração a composição mineralógica e a estrutura sedimentar
Retirado de: http://www.rc.unesp.br/museudpm/rochas/sedimentares/sedimentares1.html
A presença ou ausência de matriz em um rocha também pode ser usado como critério para sua classificação. Vale lembrar que matriz consiste em material clástico fino que se encontra no espaço entre os grãos maiores de um arenito ou rudito.


No caso dos arenitos, se houver mais de 10% de matriz na composição da rocha, essa passa a se chamar wacke.


Já para o caso dos ruditos há a distinção entre paraconglomerado e ortoconglomerado. O principal ponto de distinção entre as duas rochas é que os paraconglomerados são “sustentados” pela matriz, enquanto os ortoconglomerados são “sustentados” pelo arcabouço. Alguns autores sugerem que os paraconglomerados são aqueles que apresentam mais de 15% de matriz em sua composição, ao passo que os ortoconglomerados apresentam menos de 15% de matriz. Uma maneira fácil de fazer essa diferenciação em campo é analisar se os clastos grossos (acima de 2mm) se tocam ou se são separados pela matriz.


Diferença entre paraconglomerados e ortoconglomerados 
Retirado de: http://www.rc.unesp.br/museudpm/rochas/sedimentares/sedimentares1.html
Há ainda o critério arredondamento para a classificação de rochas sedimentares. Apesar deste critério não ser formalmente muito usual, a análise do grau de arredondamento/angulosidade dos sedimentos presentes na rocha pode indicar o nível de transporte ao qual eles foram submetidos. Assim, pode-se se observar uma distinção nas rochas rudáceas de arcabouço arredondado e arcabouço anguloso. Aquelas que apresentam sedimentos angulosos como arcabouço são chamadas de brecha ao passo que aquelas que apresentam o arcabouço arredondado são chamadas de conglomerados.
Retirado de: http://sopasdepedra.blogspot.com.br/2011/11/das-rochas-sedimentares-12.html
Para rochas químicas a classificação leva em consideração a porcentagem de impurezas e a granulometria destas, além de se adicionar um prefixo que diga respeito à composição química da rocha. No caso dos calcários, por exemplo, temos calcilutito, calcarenito e calcirrudito, desde que a porcentagem de impurezas clásticas seja de no mínimo 10%.


No caso das rochas dolomíticas, adiciona-se o prefixo dolo no lugar de calci: dololutito, doloarenito, dolorrudito. O mesmo vale para os fosforitos e silexitos, porém os fosforitos precisam de no mínimo 18% de P2O3 para serem classificados dessa forma (fosfalutitos, fosfarenitos, fosfarruditos) e os silexitos de 50% de sílica (silutitos, silarenitos, silruditos)


Tabela de classificação de rochas sedimentares terrígenas e carbonáticas. Os termos em azul, verde e vermelho dizem respeito a rochas exclusivamente de granulação cascalho, areia e lama, respectivamente
Retirado de: Decifrando a Terra (capítulo 14), fig 14.1, p.294

Referências:


GIANNINI, P.C.F. & RICCOMINI, C. 2000. Depósitos e rochas sedimentares. In: TEIXEIRA, W.; FAIRCHILD, T.R.; TOLEDO, M.C.; TAIOLI, F. ed. Decifrando a Terra (capítulo 14). São Paulo, Oficina de Textos. p.294-300.

Artigo escrito e editado por Carlos Eduardo de O. Costa 

Tempo Geológico - parte 2

Como visto anteriormente no artigo Tempo Geológico - parte 1, a idade do nosso planeta foi dividida em intervalos de tempo, assim esse artigo se trata da continuação de uma breve descrição dos principais acontecimentos do Éon Fanerozoico. Esse, por sua vez, é o éon em que vivemos e que teve início há 541 milhões de anos.

Esse éon é divido em três eras, destacando-se pela grande ocorrência de rochas e fósseis desse intervalo de tempo, permitindo assim, uma subdivisão em vários períodos. Destaca-se também pela grande importância na diversificação animal ocorrida no período do cambriano, que será tratada a seguir.

A Explosão do Cambriano, um importante evento na história da
vida na Terra, ocorreu durante o Éon Fanerozoico.

Éon Fanerozoico


Divide-se em três eras, sendo elas; Paleozoico, Mesozoico e por fim o Cenozoico;

  • Era do Paleozoico: é uma grande era do fanerozoico, indo de 541 até 252 m.a. Divide-se em 6 períodos; Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e o Permiano. 


- Período do Cambriano: teve início em 541 m.a e fim em 485 m.a atrás. Nesse período aconteceu a maior diversificação da vida, por isso é conhecido como a explosão cambriana. Grandes registros fósseis são encontrados dessa intervalo de tempo, e demonstra um repentino aparecimento de diversos grupos de animais, como os anelídeos, artrópodes, braquiópodes, equinodermos, moluscos e esponjas, entre outros. Os Trilobitas dominavam esse período. Assim, destaca-se dois eventos, o surgimento do esqueleto (exo ou endo), e a bilateralidade, que por sua vez, do ponto de vista da evolução, é considerado um grande avanço. Tais eventos foram acompanhados de um clima "agradável" por não haver glaciação. O ambiente terrestre não possuía cobertura vegetal, possuindo apenas, algas marinhas.

- Período do Ordoviciano: teve início em 485 m.a e fim em 443 m.a. Dominavam os invertebrados marinhos, como; trilobitas, braquiópodes e graptozoários. Habitavam com eles peixes primitivos, cefalópodes, corais, crinoides e gastrópodes, além das algas vermelhas e verdes. Houve o surgimento de gigantescos animais como artrópodes marinhos de 2 metros, além de animais vertebrados. Apesar do clima com temperaturas médias e atmosfera muito úmida, no final, formaram-se grandes gelerias, que possivelmente causou grandes extinções. Cerca de 60% de todos o gêneros e 25% dos invertebrados marinhos de todos os grupos.

- Período Siluriano: teve início em 443 m.a e fim em 419 m.a. Marcado pelo surgimento dos recifes de corais e dos primeiros peixes com mandíbula. Houve também a migração de artrópodes para o ambiente terrestre, e no final, o aparecimento de animais e plantas em áreas continentais. Período marcado também pela elevação do nível dos mares, por causa do derretimento das calotas polares.

- Período Devoniano: teve início há 419 m.a e fim em 359 m.a. Surgem vegetações de pequeno porte na superfície terrestre, e os corais atingem seu auge. Destaca-se pelo aparecimento dos primeiros anfíbios, licopsídeos, insetos voadores e pré-gimnospermas. Os peixes começam a deixar a água, com a evolução de nadadeiras para patas, e os insetos tiveram um grande desenvolvimento.

- Período Carbonífero: teve início em 359 m.a e fim em 299 m.a. Que recebe esse nome pela formação das grandes jazidas de carvão. As árvores que caíam em pântanos eram soterradas sem se decomporem, pois não havia muito oxigênio. Esse soterramento acarretava no aumento de temperatura, e que posteriormente, através de reações químicas, resultava no carvão. E no fim, destaca-se pelos répteis adquirirem a capacidade de se reproduzirem em terra.

- Período Permiano: teve início em 299 m.a e fim em 252 m.a. Se trata do último período da Era Paleozoica. É nesse período que os continentes uniram-se para formar uma única massa, conhecida como supercontinente Pangeia. Dominavam os insetos e animais que não eram os répteis e nem mamíferos e pertenciam ao grupo dos Synapsida. Haviam anfíbios gigantes nas águas doces, e tubarões primitivos, moluscos cefalópodes, branquiópodes, trilobitas e artrópodes gigantescos, no mar. Também haviam criaturas voadoras, que eram parentes gigantes das libélulas.Fósseis de Glossopteris, que é um gênero de árvore, são os mais antigos do período Permiano encontrados até hoje. Esse período destaca-se por uma grande extinção em massa, no qual, cerca de 95% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres desapareceram. 

  • Era do Mesozoico: intervalo de tempo geológico compreendido entre 251 m.a e 66 m.a, sendo dividido em três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo. Nessa era ocorreram importantes eventos geológicos e biológicos, como a fragmentação do supercontinente Pangeia e a segunda maior extinção em massa proveniente do impacto de um imenso meteorito contra a superfície terrestre.
- Período Triássico: esse é o primeiro período do Mesozoico, compreendido entre 251 m.a e 201 m.a. Nessa fase da história da Terra, a América do Sul possuía vastas áreas de desertos arenosos, cujas areias viriam a formar o Arenito Botucatu, principal rocha do Aqüífero Guarani. Nesse período, os répteis dividiram-se em muitos grupos e ocuparam diversos habitats. Surgiram os primeiros dinossauros e os primeiros mamíferos ovíparos. No Rio Grande do Sul, há uma grande área com rochas desse período (230 milhões de anos) que possui vários sítios paleontológicos, nas formações Santa Rita e Caturrita. Nesses sítios são encontrados os fósseis de antigos animais vertebrados como: Rincosaurus, Stauricosaurus, Guaibasaurus, Saturnalia tupiniquim, Sacisaurus e muitos outros. A flora viu florescerem as coníferas, árvores de grande porte. (DE MORAES, Pércio. 2016)

- Período Jurássico: O segundo período do Mesozóico começou há 201 milhões de anos e terminou 145 milhões de anos atrás. Foi o período em que a Pangéia começou a se dividir, originando a Laurásia (ao Norte) e o Gondwana (ao Sul). Este dividiu-se também, originando a África e a America do Sul. As maiores formas de vida que nele viveram foram os répteis marinhos (ictiossauros, plesiossauros e crocodilos), bem como os peixes. Em terra, os grandes répteis (arcossauros) permaneceram dominantes. O Jurássico foi a idade de ouro dos grandes saurópodes, como o Apatosaurus e o Diplodocus. Eles foram alimento para grandes terópodes (Ceratosaurus, Megalosaurus e Alossaurus). Também no Jurássico surgiram os mamíferos marsupiais. No ar, desenvolveram-se os primeiros pássaros, a partir de pequenos dinossauros, como o Compsognathus. Os pterossauros eram comuns. Na flora, a novidade foi o surgimento das plantas com flores. (DE MORAES, Pércio. 2016)

- Período Cretáceo: O último período da Era Mesozóica começou há 145 milhões de anos e terminou 66 milhões de anos atrás. Nele, os continentes começaram a adquirir a atual conformação (na gravura, a terra no Cretáceo Superior) e os dinossauros alcançaram seu apogeu, sofrendo, porém, uma extinção em massa no final do período, quando desapareceram também muitas outras espécies animais e vegetais. Dos répteis, só restaram crocodilos, lagartos, tartarugas e cobras. A teoria mais aceita para explicar isso é a queda de um meteorito com 10 km de diâmetro na península de Yucatán, no México, o que levantou uma quantidade de poeira suficiente para cobrir a Terra por meses, matando as plantas, depois os dinossauros herbívoros e por fim os carnívoros. Após o fim dos dinossauros, houve e a diversificação dos mamíferos (alguns tornaram-se enormes) e o auge do desenvolvimento das aves. Também no Cretáceo surgiram os mamíferos placentários primitivos e as plantas com flores. (DE MORAES, Pércio. 2016)

  • Era do Cenozoico: Essa era teve início há 66 m.a e se estende até hoje. Está dividida em três períodos; Paleógena, Neógeno e Quaternário. É no cenozoico que a terra assume sua forma atual. Com diversas atividades vulcânicas e formação de grandes cadeias montanhosas, como os Andes, Alpes e o Himalaia. Houve o surgimento de 28 ordens de mamíferos, sendo que dezesseis das quais ainda vivem.

- Período Paleógeno: teve início há 66 m.a e fim há 23,03 m.a. Divide-se nas épocas; Paleoceno, Eoceno e Oligoceno. É nesse período que surgem os mamíferos modernos, com a extinção das espécies arcaicas. Destaca-se nesse período, mais especificamente na época do Eoceno, o surgimento do cavalo primitivo, no hemisfério Norte.

- Período Neogeno: teve início há 23,03 m.a e fim há 2,588 m.a. Dividi-se em duas épocas; Mioceno e Plioceno. É o período marcado pela expansão dos mamíferos de grande porte, apesar da extinção de muitos, e também pelo aparecimento dos hominídeos primitivos. Os mamíferos dominam o neogeno.

- Período Quaternário: teve início há 2,588 m.a e se estende até atualmente. Divide-se em duas épocas; Pleistoceno e Holoceno. Esse período destaca-se pelo surgimento do Homo sapiens. Na época do pleistoceno (2,588 até 0,0117 m.a), ocorreu uma grande glaciação no hemisfério norte, e uma menor no hemisfério sul, portanto essa época é conhecida como Idade do Gelo. Além disso, também nessa época, surgiu o hominídeo mais antigo conhecido, o Homo heidelbergensis. Contudo, viveram diversos hominídeos no pleistoceno.

Referências:


  • CPRM. Breve historia da terra. Disponível em: <http://www.cprm.gov.br/publique/redes-institucionais/rede-de-bibliotecas---rede-ametista/canal-escola/breve-historia-da-terra-1094.html> Acesso em: 25 nov. 2017.
  • EVOLUCIONISMO. A explosão cambriana. Disponível em: <http://evolucionismo.org/profiles/blogs/a-explosao-cambriana>. Acesso em: 25 nov. 2017.

Escrito e Editado por Mauricio Almeida e
Rafael Ladeia Alexandrino.